Apsara - Índia, um país de contrastes - História da Índia 1

Apsara - Moda feminina indiana.


Você sabia que a Índia já foi uma colônia, assim como o Brasil?
E na verdade, a história dos dois países possui uma relação!
Você deve se lembrar que o descobridor europeu das américas, Cristovão Colombo queria na verdade chegar na Índia em busca de mercadorias, e ao tentar dar a volta no mundo (que de acordo com ele era redondo), se deparou com o continente americano e assim "descobriu" nossa terra.
Ou seja, para o Brasil ter sido descoberto pelos europeus, eles precisariam ter interesse pela Índia. Mesmo sendo um pequeno detalhe, é interessante como a história desses países tem relação.

Contudo, a colonização não foi algo positivo, já que trouxe muito problemas para aqueles países e seus povos nativos, coisas desumanas, como morte, violência, peste e escravidão.
Hoje vamos abordar um aspecto mais sombrio da história indiana, a sua colonização.

Para começar, diferente de como muitos acham, os primeiros a se estabelecerem na Ìndia não foram os ingleses e sim os portugueses, assim como no Brasil, Vasco da Gama (um pouco depois do descobriemento da América) foi o primeiro comandante europeu a chegar na Índia, embora não tenham exercido o papel de colonizador no país, isso aconteceu em Maio de 1498.

Pintura de Vasco da Gama chegando as Índias. Pintura de Ernesto Casanova


A colonização inglesa só começou mesmo wm 31 de dezembro de 1600, a Rainha Isabel I da Inglaterra outorgou uma carta real à Companhia Britânica das Índias Orientais para comerciar com o oriente. Os primeiros navios da companhia chegaram à Índia em 1608.

Quatro anos mais tarde, comerciantes ingleses derrotaram os portugueses numa batalha naval e com isso ganharam a simpatia do imperador mogol Jahangir. 

No final do século XVII, a companhia havia se tornado um "país" no subcontinente indiano, com considerável poder militar, e administrava três "presidências" (administrações coloniais regionais).

Os britânicos estabeleceram uma base territorial no subcontinente pela primeira vez em 1757. As riquezas bengalesas foram expropriadas, o comércio local foi monopolizado pela companhia e a Bengala tornou-se um protetorado sob controle direto britânico. A fome de 1769 a 1773, causada pela exigência de que os fazendeiros e artesãos bengaleses trabalhassem por remuneração irrisória, matou dez milhões de pessoas. Catástrofe semelhante ocorreu quase um século depois, depois que o Reino Unido estendeu o seu controle sobre o subcontinente, quando 40 milhões de indianos morreram de fome em meio ao colapso da indústria local.

Negociações entre os Britânicos e os Imperadores das Índias.


Em maio de 1857, soldados nativos (hindus e muçulmanos) do exército da Índia britânica, conhecidos como sipaios, rebelaram-se em Meerut, marcharam sobre Délhi e ofereceram seus serviços ao imperador mogol Bahadur Shah II e o exigem que recupere seu trono; este se deixa envolver e torna-se o chefe declarado do levante. Assim, o norte e o centro da Índia mergulharam numa insurreição que durou um ano, dirigida contra a Companhia Britânica das Índias Orientais. Muitos regimentos nativos e reinos indianos juntaram-se à revolta, enquanto que outras unidades e reinos indianos apoiaram os britânicos.

Rebeldes hindus sendo executados durante a revolta do Sipaios.


A Índia pós-1857 sofreu um período de calamidade sem precedentes com uma série de fomes: na segunda metade do século XIX, algo como 25 episódios de fome ocorreram em regiões como Tâmil Nadu, Biar e Bengala, causando entre 30 e 40 milhões de mortes. As fomes resultaram de secas naturais e de políticas econômicas e administrativas britânicas, como a transformação de terras agrícolas locais em latifúndios estrangeiros, restrições ao comércio interno, alta tributação de cidadãos indianos para financiar expedições malsucedidas no Afeganistão, medidas inflacionárias, e exportações de safras indianas de produtos básicos para o Reino Unido. A indústria local indiana também foi dizimada após a revolta de 1857. A Fome Bengalesa de 1943-44, que matou entre três e quatro milhões de indianos.

Os problemas contniuaram até o crescimento do sentimento nacionalista disseminado por “Mahatma” (“Grande Alma”) Gandhi, no início do século XX, e com o movimento de “descolonização”, após fim da Segunda Guerra Mundial, em 15 de agosto de 1947, a Inglaterra passou aos indianos a administração das regiões da Índia que governava, e reconheceu tanto a Índia como o Paquistão.

Gandhi, o líder da revolução não-violenta.


A separação da região governada pela Inglaterra entre a Índia e o Paquistão causou um desentendimento em relação a região da Caxemira, disputada até hoje entre as duas nações. A situação na região é preocupante pelo fato de ambos os países possuírem armas nucleares.

"O amor é a força mais sutil do mundo." (Gandhi)

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